[pst 451] No inquérito à Arquitectura Popular em Portugal, editado em 1961 pelo sindicato dos arquitectos, este edifício prendera a atenção da equipe do arquitecto Nuno Teotónio Pereira. ..."constitui um valioso e invulgar exemplo de habitação rural colectiva, digno de ser realçado, o conjunto de casas para trabalhadores agrícolas existentes na Picanceira, arredores de Mafra, e denominado «casas dos ilhéus». O conjunto, assim chamado por serem naturais das ilhas os seus primeiros ocupantes, impressiona pelo significado social que encerra e pela excelente materialização da ideia que lhe deu origem, expressa através da organização e equipamento de cada fogo, da sua adaptação ao terreno e do expressivo jogo volumétrico conseguido através da repetição dos elementos que compõem o módulo habitacional".
Fotografar um território vasto. Procurar em Portugal as raízes de uma identidade coletiva que se perde num tempo longo. Construir um arquivo fotográfico. Reinventar uma paisagem humana, uma ideia de arquitetura, uma cidade nova.
sábado, 7 de outubro de 2023
Fornos de cal, Runa
[pst 450] Pela cozedura da pedra calcária a altas temperaturas, em fornos adequados, obtém-se a cal viva. O tratamento desta matéria dará origem a produtos utilizados na construção, como sejam diversos tipos de argamassas, ou a vulgarmente designada cal, que tornará branca a fisionomia dos povoados do Sul do país. As formas tradicionais de produção de cal, constituídas por fornos nas imediações das pedreiras, foram substituídos por processos industriais.
Castro do Zambujal
[pst 449] O castro do Zambujal situa-se a 3 km de Torres Vedras, num morro sobranceiro à ribeira de Pedrulhos, a pouca distância da sua confluência com o Sisandro. O lugar, cuja ocupação remonta aproximadamente a 2500 anos antes de Cristo, é considerado dos mais notáveis do início da era dos metais em Portugal. Foi habitado cerca de 900 anos. Ao longo de sucessivas gerações foram construídos e reconstruídos os diversos espaços que integram o complexo arqueológico. Entre o espólio recolhido encontram-se objectos oriundos do Mediterrâneo Central e Oriental.
São Martinho do Porto
[pst 448] É o último vestígio de um golfo, consideravelmente maior, que abrigava vários portos. O assoreamento desta área, em tempos históricos, fez recuar o mar até à definição actual da concha de S. Martinho. S. Martinho do Porto foi couto de Alcobaça, teve carta de Foral em 1518, foi sede de concelho, tendo sido este suprimido em 1855. O seu porto abrigou uma notável indústria de construção naval, alimentada pelos pinheiros da região de Leiria.
Lagoa da Ervedeira
[pst 447] É a área dos vastos pinhais de litoral. Esta área de pinhal litoral tem como coração o Pinhal de Leiria, que já devia existir quando o rei D. Dinis intensificou as sementeiras. Mais tarde seria daqui colhida a madeira para a construção das naus e caravelas que zarparam do litoral português na procura de novos mundos, na época dos Descobrimentos. Este vasto pinhal isola em grande parte as actividades desenvolvidas na Estremadura do oceano limitrofe.

Lagoa da Ervedeira — Pinhal do Urso. Leiria. 15 de agosto de 1996
Vinha, Vila Verde dos Francos
[pst 446] À excepção de uns poucos focos industriais, são as actividades rurais, em que a vinha tem uma presença significativa, que caracterizam a paisagem humanizada da região. Uma policultura complexa, explorações em geral pequenas, e campos em geral abertos, conformam a imagem de um solo estremenho dividido por muros de pedra calcária, sebes vivas arbustivas ou de canaviais, ou renques de árvores.
Calçada romana de Catribana
[pst 445] Uma calçada antiga, próximo da Catribana pouco a sul da Assafora, poderá remontar à época romana. Não era certamente um eixo privilegiado de circulação, mas é um dos vestígios antigos de uma região de múltiplos caminhos.





