sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Palmela

[pst 524] A importância estratégica de Palmela está certamente na origem de um povoamento muito remoto. Daqui é visível uma grande extensão de terra, que abrange os estuários do Tejo e do Sado. Com a Reconquista, o castelo de Palmela é tomado aos Mouros por D. Afonso Henriques, que o entrega à Ordem de Sant'Iago e Espada para povoamento e defesa da região. A arquitectura dos seus edifícios civis e religiosos enuncia já os espaços do Sul do País.

 

Igreja — Palmela. 21 Jan. 97


 

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Santo Antão do Tojal

[pst 523] No ano de 1730, o patriarca de Lisboa, D. Tomás de Almeida, toma a iniciativa de remodelação da quinta de Santo Antão do Tojal que, desde a Idade Média, pertencia aos bispos de Lisboa. O arquitecto italiano António Caneveri é encarregado da obra que inclui a remodelação da igreja, do palácio e o desenho de um aqueduto para alimentar o novo chafariz monumental que integra e conforma o espaço de uma larga e qualificada praça.

 

Chafariz monumental — Santo Antão do Tojal. Loures.  20 Jan. 97


 

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Quinta da Bacalhoa

[pst 522] O palácio da Bacalhoa foi construído no último quartel do século XV. Mudou várias vezes de mãos e foi alvo de diversas intervenções arquitectónicas. A sua aparência denota uma grande proximidade a alguns aspectos da arquitectura italiana do Renascimento. As denominadas «casas do prazer», foram edificadas junto de um lago,  um pouco afastadas do núcleo principal do palácio. No seu interior ostentam notáveis quadros de azulejos da autoria de Francisco de Matos, datados de 1565.

 

Quinta da Bacalhoa. Vila Fresca de Azeitão. Setúbal.  7 Abr. 90


 

terça-feira, 8 de setembro de 2026

Cabo Espichel

[pst 521] "No âmbito dos Santuários de peregrinação religiosa da época barroca em Portugal — desde o Bom Jesus em Braga ao de Nossa Senhora de Aires em Viana do Alentejo —, o de Nossa Senhora do Cabo ocupa lugar especial devido à sua implantação litorânea, junto ao Cabo Espichel, à organização planimétrica e à composição dos volumes. Sem recurso à encenação vegetal, devido ao forte e constante Noroeste salgado que bate a região, e ao jogo de diferentes planos — como em Braga — mercê da nula ondulação do terreno, dispõe-se de modo singular com as compridas alas de dois pisos (habitação, refeitório, teatro, etc.), definindo um espaço rectangular «menos barroco» do que outros santuários portugueses (Lamego, Coimbra, etc.)". (Jorge Henrique Pais da Silva, Páginas de História da Arte).

 

Santuário de Nossa Senhora do Cabo — Cabo Espichel. Sesimbra.  6 Jan. 93


 

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Janas

[pst 520] "A capela de S. Mamede de Janas, situada nas imediações das Azenhas do Mar, concelho de Sintra, ainda que constituindo um caso de excepção com a sua rara planta circular, evidencia, no entanto, certas características que a identificam com as restantes igrejas da região saloia. Com efeito, esta capela está dotada, tal como as suas congéneres desta região, de uma vasta zona alpendurada, antecedendo a entrada no templo e para abrigo dos fieis. A sua localização em pleno campo permite uma apreensão completa do dinamismo dos seus volumes, realçado pelo jogo dramático, em claro-escuro, da sóbria colunata, do alpendrado". (A Arquitectura Popular em Portugal).

 

Capela de S. Mamede  —  Janas. Sintra. 17 Jan. 97


 

domingo, 6 de setembro de 2026

Setúbal

[pst 519] A construção da igreja de Jesus, em Setúbal, tinha sido iniciada em 1490, com desenho de Diogo Boytac, ou Boitaca, arquitecto provavelmente de origem francesa. Foi a primeira igreja-salão de um estilo que começava a dar os primeiros passos — o Manuelino —, uma arquitectura associada ao período dos Descobrimentos. Seguidamente, Boytac segue para Lisboa a convite do rei D. Manuel, para desenhar o projecto inicial da igreja dos Jerónimos. Operava-se uma mudança importante na arquitectura portuguesa.

Igreja de Jesus — Setúbal. 21 Jan. 97


 

sábado, 5 de setembro de 2026

Odivelas

[pst 518] No lugar onde o vale da ribeira de Odivelas se abre, não longe da confluência do rio da Costa, a norte de Lisboa, foi construído o convento de S. Dinis e de S. Bernardo entre os anos de 1295 e 1305. Ainda durante o século XIV, próximo deste local foi edificado um memorial em pedra branca que, segundo alguns, destinava-se a albergar o féretro de D. Dinis; para outros o de D. João I, antes de ser transladado para o mosteiro da Batalha. O convento de Odivelas ficou muito danificado depois do terramoto de 1755. O memorial mantém-se, mas o seu lugar vai ficando apertado pelos tempos recentes. Não distante dali, uma paisagem muito transformada progride pelos campos.

Memorial — Odivelas. Loures. 23 Jan. 97