[fotografias_como_lugar-01] Aceito o desafio lançado por André Barata e João Seixas para selecionar um conjunto de fotografias para acompanharem as sessões da iniciativa Fazer Lugares. O título é só por si muito estimulante, muito para além de uma ideia de arquitetura que imediatamente me aflora o pensamento. Os seis temas propostos foram o principal mote para a escolha das imagens. O percurso académico de cada um dos dois oradores de cada sessão foi outro dos fatores tidos em conta, numa tentativa de aproximar as imagens da palavra e do pensamento dos participantes. Dado as fotografias serem apresentadas no início de cada sessão, como introdução visual aos temas em discussão, fixei um total de 25 imagens, todas feitas em território português, com a indicação do local e a data da captura. Na procura de um retrato do espaço contemporâneo, praticamente todas as fotografias foram feitas desde 2020, com algumas exceções. O conjunto das imagens é, de algum modo, um reflexo do espaço atual, entre paisagens de natureza intacta, onde se notam poucas marcas de presença humana, e o coração das maiores cidades. Projetadas as imagens, ficava como fundo um plano-mosaico com as 25 fotografias, que permanecia até ao final da sessão.
Cidade Infinita
Fotografar um território vasto. Procurar em Portugal as raízes de uma identidade coletiva que se perde num tempo longo. Construir um arquivo fotográfico. Reinventar uma paisagem humana, uma ideia de arquitetura, uma cidade nova.
sábado, 24 de outubro de 2026
domingo, 20 de setembro de 2026
Lisboa
[pst 533] "Porém, o que resta hoje do antigo esplendor, da glória de tantos séculos? Um eco do passado nas páginas da História, o sol puro da tua Primavera, os restos dos paços e templos que os terramotos te não consumiram, e o grande vulto das águas do amplo ádito do Tejo." (Alexandre Herculano, A voz do profeta invocando as grandezas de Lisboa).
sábado, 19 de setembro de 2026
Cova do Vapor
[pst 532] Na Cova do Vapor o Tejo encontra o mar. Termina o maior percurso fluvial da Península Ibérica e talvez o mais significativo da paisagem portuguesa. Também por aqui passaram e passam importantes episódios da formação de um Estado soberano. A foz do rio é muito larga e não se sabe bem onde acaba o rio e o mar começa.
sexta-feira, 18 de setembro de 2026
Praia da Ursa
[pst 531] Dá-se aqui o encontro de uma poderosa dimensão telúrica com a grandeza avassaladora do mar. A praia da Ursa, na serra de Sintra, mantem integra uma imagem de litoral que já com alguma dificuldade encontramos por aí.
quinta-feira, 17 de setembro de 2026
Praia de Carcavelos
[pst 530] O forte de S. Julião da Barra foi construído sobre um promontório, definido pela Ponta da Laje, para defesa da entrada do Tejo. Para poente deste lugar encontramos um extenso areal, o primeiro deste litoral, que se abre francamente para o Atlântico.
quarta-feira, 16 de setembro de 2026
Mar da Palha
[pst 529] Foi local de fabrico de naus e caravelas, que daqui zarparam à procura de novos mundos. É um extraordinário mar interior, um lugar tranquilo, sossegado, onde as ondas são rasteiras. Ao redor do estuário desenvolve-se a mais caótica paisagem do espaço português.
terça-feira, 15 de setembro de 2026
Troia
[pst 528] Na extremidade de uma restinga de areia que conforma o estuário do Sado, foram construídas as torres de Troia: um empreendimento turístico financiado por petrodólares. Hoje encontram-se fechadas. Talvez a urbanidade tenha sido derrotada ao tentar transpor a foz deste rio do Sul e alicerçar os seus tentáculos nesse fino pedaço de areia onde se enuncia a paisagem grande do Alentejo.






