quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Falagueira

[pst 501] "As formas e espaços da chamada arquitectura dos clandestinos assumem hoje uma diversidade tal — poética, construtiva, funcional, plástica — que se torna urgente e interessante inventariar ou pelo menos listar as suas díspares modalidades, e tentar explica-las ou enquadra-las à luz de conceitos mais frescos e operacionais do que a simples polémica dos gostos renovados ou do espontaneísmo individualista e afirmativo, implícitos na criação arquitectural clandestina". (José Manuel Fernandes, Para uma introdução tipológica ao mundo clandestinoClandestinos em Portugal).

 

Moinho de vento, Falagueira. Amadora. Dez. 91


 

terça-feira, 18 de agosto de 2026

Agonia

 [pst 500] Até tempos recentes a implantação de edifícios obedecia a princípios relativamente claros, que se relacionava com a topografia do lugar ou com a preexistência de outras construções. Havia também uma rede viária que ajudava a conferir sentido às manchas urbanas. Hoje talvez seja cedo demais para compreendermos como nascem prédios de habitação de campos de cereais.

Edifícios de habitação — Agonia (prox.). Loures.  23 Jan. 97


 

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Serra de Carnaxide

[pst 499] Como acontece no resto da Estremadura, os moinhos de vento eram numerosos na região a norte de Lisboa. Na cumeeira da serra de Carnaxide, encontramos ainda as ruínas de alguns. Ocupam aqui um estranho vazio, que parece ter ficado esquecido de uma urbanização desenfreada que lhe chega perto.

 

Moinhos de vento — Serra de Carnaxide. Oeiras. 25 Jul. 90


 

domingo, 16 de agosto de 2026

Setenave

[pst 498] Como que para manter a escala e no respeito natural por uma horizontalidade sem limite do estuário do Sado, pequenos pinheiros mansos, árvores do clima mediterrâneo,  crescem lentamente, plantados em solo aterrado, roubado ao rio, em área de indústrias pesadas e poluentes.

 

Setenave — zona industrial de Setúbal. 21 Jan. 97


 

sábado, 15 de agosto de 2026

Moinho de Maré

[pst 497] "No estuário do Tejo, este tipo de moinhos localiza-se, sobretudo, nos braços do Tejo que saem do mar da Palha, erguendo-se em lugares abrigados e de fácil acesso, quer pelo rio, quer por terra. Os principais complexos de moinhos de maré ergueram-se na margem sul do estuário do Tejo, onde se inventariaram 37 e na costa algarvia — só na área da Reserva Natural da ria Formosa se registaram 29. /Estes moinhos tiveram uma importância económica superior aos moinhos de vento e de água dos rios e ribeiros, na medida em que garantiam um funcionamento regular: não dependiam das irregularidades do vento, nem das secas ou cheias dos cursos de água; podiam funcionar durante todos os dias do ano, sempre que a maré vazava, isto é, oito horas por dia, em média". (António J. C. Maia Nabais. Moinhos de Maré — História do Concelho do Seixal).

 

Moinho de Maré. Seixal. 4 Set. 95


 

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Barragem romana

[pst 496] "A cidade [de Lisboa] era alimentada por um aqueduto com cerca de 10 km de extensão. Ao quilómetro 16,423 da estrada nacional nº 250, de Caneças a Belas, ainda se conserva parte do dique da albufeira que abastecia o aqueduto. Esse dique, reforçado por gigantes, teria 50 m de comprimento por 7 de espessura, atingindo ainda hoje, na parte mais alta, 8 m". (Jorge Alarcão, Portugal Romano). O traçado deste aqueduto, obra que ilustra bem as capacidades técnicas que os Romanos introduziram neste território, seria sensivelmente o mesmo que, no século XVIII, era utilizado no aqueduto das Águas Livres.

Barragem romana, Belas. Sintra. 20 Jan. 97


 

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Praia da Cova

[pst 495] Junto ao mar, no sopé da serra da Arrábida, a Leste de Sesimbra e sob uma das maiores falésias do litoral de Portugal, existe uma pequena fortaleza de defesa da orla marítima. É um sítio recôndito como outros há nesta Região que, apesar de densamente povoada, nos reserva surpresas como esta, lugares tão próximos e tão distantes.

 

Fortaleza — Praia da Cova. Sesimbra. 4 Set. 93