[pst 517] A vila de Sintra desenvolveu-se, em tempos recuados, no sopé do morro de castelo inexpugnável, de onde se avista uma paisagem longínqua. Foi D. Afonso Henriques que a tomou aos Mouros. Desde o momento em que a corte se instalou em Lisboa, passou a ser um dos locais preferidos para o repouso estival da realeza e da nobreza. Todos os seus palácios se relacionam com este facto. Uma vegetação densa, entretanto plantada, muito contribuiu para uma certa aura de mistério que se desenvolveu em torno deste lugar, de uma montanha a que Gil Vicente chamou baliza de navegantes.
Cidade Infinita
Fotografar um território vasto. Procurar em Portugal as raízes de uma identidade coletiva que se perde num tempo longo. Construir um arquivo fotográfico. Reinventar uma paisagem humana, uma ideia de arquitetura, uma cidade nova.
sexta-feira, 4 de setembro de 2026
quinta-feira, 3 de setembro de 2026
Pinhal Novo
[pst 516] O coreto do Pinhal Novo transporta-nos à arquitectura do ferro da segunda metade do século XIX. A povoação é sensivelmente deste período. O lugar desenvolveu-se com a vinda de colonos da região de Aveiro para a construção da linha de caminho de ferro, que ligou o Barreiro ao Sul do País. Findos os trabalhos, os trabalhadores haveriam de ficar por aqui, em trabalhos de agricultura.
quarta-feira, 2 de setembro de 2026
Palácio de Queluz
[pst 515] Inspirado no Palácio de Versailles, a obra do Palácio de Queluz foi começada em 1747, por iniciativa do príncipe D. Pedro, filho de D. João V e, mais tarde, rei D. Pedro III, num local que é atravessado pelo rio Jamor e onde já existia uma quinta e residência, pelo menos desde 1640. O projecto inicial era de Mateus Vicente de Oliveira, mas até à sua conclusão, já no reinado de D. João VI, outros arquitectos haveriam de tomar conta dos trabalhos. A autoria dos jardins cabe a Robillon. Os seus lagos, estátuas, buxo talhado, desníveis e escadarias, bem como os seus alinhamentos, remetem-nos para os tempos do Barroco e para a sua interpretação geometrizante da natureza. São indícios significativos de gostos europeus adaptados ao solo português.
terça-feira, 1 de setembro de 2026
Lisboa
[pst 514] A estátua equestre de D. José foi fundida no Arsenal do Exército, no dia 15 de Outubro de 1774. No dia 22 de Maio do ano seguinte começou o transporte do local da fundição para o Terreiro do Paço. A actual rua do Museu de Artilharia é aberta expressamente para este efeito, pois não havia outra forma de fazer tal percurso. A operação levou três dias e meio, sendo o carro que transportava a estátua — que pesava quase 30 toneladas e perto de 7 metros de altura —, puxado por mais de 1000 homens.
segunda-feira, 31 de agosto de 2026
Bucelas
[pst 513] As mais recentes e grandiosas obras da Área Metropolitana de Lisboa desenvolvem-se numa geometria linear. Têm um pavimento betuminoso e são percorridas a altas velocidades. Por vezes furam a terra em extensos túneis ou levantam-se do chão numa singular leveza. São elementos para a leitura de uma nova ordem deste território.
Circular Regional Exterior de Lisboa, Bucelas. Loures. 20 Jan.97
domingo, 30 de agosto de 2026
Alhandra
[pst 512] As grandes instalações industriais situadas à beira rio são as estruturas que mais marcam a paisagem das margens. Estranhos, poderosos e poluentes, são os recentes habitantes de betão e ferro das áreas mais desenvolvidas de Portugal.
Fabrica de Cimentos Tejo — Alhandra. Vila Franca de Xira. 18 Jan. 97
sábado, 29 de agosto de 2026
Póvoa de Santa Iria
[pst 511] Ao longo das margens do Tejo acontecem numerosas formas de ocupação dessa estreita faixa de terra próxima da água. Os pequenos povoados de pescadores revelam uma dimensão menos conhecida desta paisagem ribeirinha. Têm uma escala reduzida e hoje encontram-se escondidos por edifícios mais altos. Situadas entre o bairro e a linha de água há construções, feitas à base de madeira e detritos industriais, assentes sobre estacaria, onde geralmente são guardados equipamentos necessários à faina fluvial. É a partir daí, por um delicado embarcadouro, que é feito o acesso às embarcações.
Cais paliçado — Póvoa de Santa Iria. Vila Franca de Xira. 3 Set. 95



