quinta-feira, 18 de maio de 2017

Plano plano

[funchal 03] O Funchal é uma cidade construída num solo que se define como um enorme anfiteatro que sobe da orla marítima para as montanhas, cuja malha urbana é estruturada por um conjunto de ribeiras. É justamente junto à linha de costa que se encontra a área mais acentuadamente plana de toda a urbe. A “percorrer” esse solo horizontal temos a avenida do Mar, eixo viário onde confluem alguns dos maiores arruamentos de toda a cidade, como sejam aqueles que acompanham as margens das ribeiras.
 
Avenida do Mar, Funchal. 2017

Avenida do Mar, Funchal. 2017
Avenida do Mar, Funchal. 2017
 

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Identidade partilhada

[caos 03] Desenhamos sobre o branco, construímos uma casa, identidade partilhada, uma ideia de independência, procura ativa de afinidades e da arte. Expor linguagem, mapear, arquivar, dialogar com o passado, consolidar raízes. Refletir a essência dos fazeres que apontamos. Mostrar a dúvida e os caminhos bifurcados. Enfrentar o futuro. Na transparência, a construção do texto limpo e inacabado, a forma poética do real, de um quotidiano inquieto. 
Espaço Caos. Viseu. 2017

A visita do temor

[funchal 02] Entre o mar e as montanhas, o Funchal é uma urbe que se desenvolveu na defesa contra a tragédia que ciclicamente assolou a cidade até tempos bem recentes. Estamos perante um espaço, ou uma região, que tem como matriz a instabilidade. As cheias de 20 de fevereiro de 2010, ou os incêndios de agosto de 2016, foram as últimas visitas do terror transportado pela Natureza. Intervenções recentes nas ribeiras, com consequências significativas na leitura da sua presença na cidade, decorrem, justamente, do objetivo de evitar que algo semelhante volte a acontecer.
Funchal. 2017
 
Funchal. 2017
Funchal. 2016

São Teotónio

[caos 02] Estamos, Caos, no Largo de São Teotónio, 30, por trás da Sé Catedral de Viseu, num espaço enraizado no mais sólido e antigo chão da cidade, coração de uma vasta região que vai do Douro ao Mondego e do Caramulo à Estrela. Este é o nosso ponto de partida para um enorme desejo de viagem.
Largo de São Teotónio, Viseu. 2017

terça-feira, 16 de maio de 2017

Funchal

[funchal 01] Estas palavras decorrem de um convite que me foi dirigido pelo arquiteto Paulo David, do Gabinete da Cidade, Funchal, para fotografar o espaço urbano da cidade. A origem do convite é “delicada”: percorrer e fotografar as áreas queimadas pelos incêndios de agosto de 2016. Nesse sentido estive no Funchal no início de setembro desse ano. Este ano, 2017, já por duas vezes, regressei. A primeira vez foi para participar num colóquio, “casas aéreas” promovido pelo Atelier Funchal e pela Universidade da Madeira. A segunda vez foi para fazer um levantamento mais extensivo de algumas áreas da cidade histórica, alguns bairros e eixos viários estruturantes. Os textos que se vão seguir são sobre o Funchal, a experiência e leituras feitas a partir do caminhar pelas suas ruas, sobre o mapeamento fotográfico e também sobre o Gabinete da Cidade e o seu papel no repensar a cidade.
 
Funchal. 2017
 

Caos instalado em Viseu

[caos 01] CAOS - Casa d’Artes e Ofícios é um espaço coletivo de intervenção artística e oficinal, que visa apresentar e debater, de forma abrangente e livre, temas relacionados com a arte, a criatividade e a extensa rede de conhecimento que estas relacionam e expandem. Viajaremos entre os valores da terra e das gentes, entre a tradições arcaicas enraizadas num solo milenar e as vanguardas sem fronteiras. Trabalharemos em torno de exposições, na formação junto de vários escalões etários, no saber técnico e oficinal, na história e na teoria da arte, em debates e conferências, em eventos públicos de diferente natureza. Seremos um lugar de encontro e partilha na cidade de Viseu, mas não ficaremos limitados ao nosso espaço físico, nem da nossa cidade. Procuraremos outras geografias para revelar o nosso projeto.
 
Caos. Viseu. 2017

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Branco e silêncio

[arquivo cidade 105] Nada aqui é definitivo. Estes textos são apontamentos desenhados para outras palavras que se desejam para o futuro. São o jogo da vida, da procura da realidade, da invenção do seu sentido. Este conjunto de fotografias e palavras é como a construção de uma pequena cidade, de um organismo vivo, humanos, que se expande continuamente, mesmo que o faça por territórios brancos e silenciosos. [Este é o último post desta série. A ela poderemos eventualmente voltar].
[2016]