quinta-feira, 16 de junho de 2016

Santuário de S. Domingos da Queimada

[pst 211] No alto do Monte de S. Domingos da Queimada existe uma capela romano-gótica e, em seu redor, um terreiro de festa. "A vastidão panorâmica que o promontório sacro oferece é impressionante. Domina-se inteiramente a riquíssima região vinhateira da Régua, Penajóia, Cambres, Lamego, tendo como admirável fundo a serrania do Marão e do Montemuro. Para os lados de nascente descobre-se a indefinida sucessão de montes e planaltos, ímpetos e quebradas que a força erosiva do Douro e seus afluentes têm modelado lentamente, ao longo de séculos e séculos". (Sant' Anna Dionísio — Guia de Portugal).

Santuário de S. Domingos da Queimada — Fontelo. Armamar.  22 de dezembro de 1993

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Rural religioso

[viseu 14] O rural religioso são as marcas deixadas no solo por uma cultura marcada pela religião Cristã. São vários elementos que afirmam a fé das comunidades que os construíram e que hoje permanecem, muitas vezes, como marcas de erudição, de um saber apurado, de um desenho que procurou o sublime. Igrejas, capelas, santuários, cruzeiros, alminhas, são elementos que definem a identidade das comunidades, e continuam a erguer-se como elementos de orientação espacial e espiritual.
Viseu. 2015

Lourosa de Baixo, São João de Lourosa, Viseu. 2015

Paçô, Lordosa, Viseu. 2015

Calde, Viseu. 2015

terça-feira, 14 de junho de 2016

Gravura rupestre — Ribeira dos Piscos

[pst 210] As gravuras do Côa constituíram, no início dos anos noventa, uma descoberta científica notável, a revelação de uma singular forma de "escrita". Desde o período do Paleolítico Superior, até aos nossos dias, sucessivas gerações de homens desenharam nas rochas, representações do imaginário coletivo. Uma extraordinária manifestação de arte que remonta à época em que as atividades humanas se desprendem definitivamente da animalidade. O vale do Côa tem o privilégio de guardar, quase intacto, o ambiente em que ela eclodiu.

Gravura rupestre — Ribeira dos Piscos. Vila Nova de Foz Côa. 12 de abril de 1995

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Rural habitado

[viseu 13] O rural habitado é, aqui, o mundo contemporâneo. São os gestos individuais de afirmação de identidades pessoais, exercícios de liberdade, são as tentativas de conquista de habitação condigna, são a fuga a tempos de pobreza que marcaram indelevelmente uma geração que, a partir dos anos 60 do século XX, procura noutros países rendimentos que lhes permitam uma vida melhor. Este é um mundo de uma enorme complexidade e de evidentes contradições. De alguma forma representa a perda de uma imagem de equilíbrio e relação com a própria Natureza.
Chãos, UF São Cipriano e Vil de Souto, Viseu. 2015

Sarzedêlo, UF São Cipriano e Vil de Souto, Viseu. 2015

Farminhão, UF Boa Aldeia, Farminhão e Torredeita, Viseu. 2015

domingo, 12 de junho de 2016

Campo de centeio

[pst 209] A região duriense tem uma relevo recortada, devido ao encaixe do seu vale principal e afluentes. No entanto, relativamente próximo do seu leito, se subirmos a pontos altos, podemos encontrar um campo de centeio. Ali chegado, é o anúncio da terra fria transmontana.

Campo de centeio — Vilarinho de Castanheira. Carrazeda de Ansiães. 9 de julho de 1996

sábado, 11 de junho de 2016

Rural equilibrado

[viseu 12] Subimos ao piso elevado da Casa das Memórias. Se no piso inferior temos a cidade de Viseu, aqui estão expostas fotografias feitas nas áreas rurais do concelho. Há, no entanto, um friso de imagens de pequena dimensão que percorre todas as salas e que mostra aspetos destas duas realidades que dialogam entre si, a cidade e a ruralidade.
O rural equilibrado mostramos alguns exemplos de situações espaciais em que há uma continuidade, ou um equilíbrio, face a uma imagem que durante décadas vigorara nas aldeias, pautada por formas de intervenção limitadas e integradas na natureza. São espaços onde permanece o tempo longo, a reflexão cuidada das construções delicadas, sólidas. São os poucos fragmentos que permanecem de uma voracidade destruidora provocada pela fuga dos campos.
Passos, Silgueiros, Viseu. 2015

São Cristovão, São Pedro de France, Viseu. 2015

Paraduça, Calde, Viseu. 2015

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Tua. Arquivo de Memórias

[pocinho-côa 7] O Arquivo de Memórias, de Vila Real, já me havia convidado no passado, para duas visitas ao vale do Tua. Foi uma homenagem a este extraordinário rio e caminho de ferro, hoje quase a desaparecer tal como o conhecemos. Esta Associação desenvolve uma atividade muito interessante no aprofundamento do conhecimento da terra transmontana e vale do Douro. Fica aqui o meu reconhecimento e gratidão por este projeto que visa valorizar e dar a conhecer uma cultura que tem raízes fundas na terra. link: https://arquivodememoriasvr.wordpress.com/#. Esta é a última publicação da série pocinho-côa.
Linha do Douro. Vila Nova de Foz Côa. 2016

Linha do Douro. Vila Nova de Foz Côa. 2016

Vila Nova de Foz Côa, prox.. 2016