quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Rio Corgo

[procurar um país 088] Duas linhas traçadas na paisagem, duas linhas de velocidades diferentes, duas formas de ler os lugares, dois tempos civilizacionais distintos. Em baixo temos uma ponte metálica da linha ferroviária do Corgo. Em cima o atravessamento inteiro do vale pela autoestrada A24.

072. Vale do Rio Corgo. Peso da Régua. 2012

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Linha do Douro

[procurar um país 087] Ao longe um enorme pilar sinaliza a construção de uma nova ponte sobre o Douro. É a ponte da Ermida. Percorrermos o rio Douro é, também, a possibilidade de observarmos as diferentes pontes e barragens, de diferentes épocas, muitas soluções de engenharia e processos construtivos. É uma leitura de tempo feita nas linhas de atravessamento “aéreo” de um rio.

071. Linha do Douro. Ermida. Baião. 1997

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Valeira


[procurar um país 086] São impressionantes as arribas graníticas no lugar da Valeira, no vale do Douro. Existira no passado uma queda de água no local que fora dinamitada no final do século XIX para permitir a navegabilidade do rio e o escoamento do vinho, produzido a montante, em direção ao Porto. A construção da Linha do Douro levou à abertura de um túnel que atravessa a enorme mole granítica.


070. Túnel da Valeira. Linha do Douro. Carrazeda de Ansiães. 1997

domingo, 16 de setembro de 2018

Sobre o Tejo

[procurar um país 085] Como uma caixa metálica tecida em rede, a ponte Dr. João Joaquim Isidro dos Reis permite o atravessamento do rio Tejo. Pela sua extensão, 756 metros, é uma das maiores pontes metálicas do território português. Depois de um processo demorado, as obras arrancam em 1908. No dia 31 de agosto de 1909 a ponte é aberta à circulação rodoviária. João Joaquim Isidoro dos Reis nasceu na Chamusca em 1849. Concluiu o curso de Direito, em Coimbra, em 1876. Foi o maior lutador pela construção da ponte que viria a ter o seu nome.

069. Ponte Dr. João Joaquim Isidro dos Reis. Golegã/Chamusca. 2004

sábado, 15 de setembro de 2018

Tua

[procurar um país 084] O troço inicial da Linha do Tua encontra-se, neste momento, submerso. A construção da barragem de Foz Tua levou ao abandono definitivo da circulação ferroviária no vale do Tua, na linha que ligava o Tua, na linha do Douro, a Bragança. Era assim abandonado o mais impressivo troço ferroviário de toda a rede nacional de caminhos de ferro.

068. Linha ferroviária do Tua. Castanheiro. Carrazeda de Ansiães. 2008

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Calçada

[procurar um país 083] Uma das maiores procuras deste trabalho é a do entendimento do espaço natural, que nos recebe, que nos permite caminhar. Diretamente relacionada com esta questão dos lugares de atravessamento e habitar, observamos o afastamento a esse mesmo espaço. A natureza mantém sobre nós uma enorme sedução que parece estar guardada no núcleo das nossas células e que, a todo o momento, nos interpela para esses lugares primordiais. Uma calçada sinuosa parte do Soajo para nos conduzir ao alto da montanha.

067. Calçada. Soajo. Arcos de Valdevez. 2009

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Ponte sobre o rio Sabor

[procurar um país 082] O material mais frequente nas pontes de arco no território hoje Portugal, é o granito, com pedras, não raras vezes, de dimensão considerável. O xisto é utilizado, aparentemente, quando não se dispõe daquela outra pedra. Se a estrutura das pontes é a mesma e o processo construtivo também é similar, o resultado, a imagem da ponte, é diferentes, a textura das superfícies é muito mais “densa”.

066. Ponte sobre o rio Sabor. Santulhão. Vimioso. 2001

Monsanto

[procurar um país 081] Caminhos muito antigos, milenares, talhados, já, no próprio solo granítico milhares de vezes percorridos por sucessivas gerações de homens e mulheres que habitaram aquele lugar. Hoje, sugeridos por um conceito de tempo lento, pode parecer-nos que terá sido sempre assim, mas tudo tanto mudou ao redor daquela paisagem.

065. Monsanto. Idanha-a-Nova. 2005

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Vila Nova de Gaia

[procurar um país 080] Escadas urbanas, nas margens íngremes do Douro, nas proximidades da sua foz, em frente ao Porto. Vila Nova de Gaia. Como que encontrar no coração de uma urbe densamente povoada o acesso a uma outra realidade que dilui um passado antigo, de ruralidade, com a projeção futura de um silêncio raro.

064. Vila Nova de Gaia. 1998

domingo, 9 de setembro de 2018

Calçada da Misarela

[procurar um país 079] O mistério das calçadas rudes, talhadas na montanha, caminhos funcionais por territórios agrestes, agora poucas vezes atravessados, que nos poderão fazer sentir outras dimensões do caminhar, do atravessamento de paisagens esquecidas, hoje.

063. Calçada da Misarela. Montalegre. 1996

sábado, 8 de setembro de 2018

Herdade das Areias

[procurar um país 078] Registar caminhos é um desafio que raras vezes é fácil, ou que se consegue captar o seu significado e extensão. São linhas de continuidade, percursos de quotidiano de pessoas e animais, de caminhantes solitários, ocasionais. Esta proposta é também a de um atlas indeterminado, infinito.

062. Herdade das Areias. Reguengos de Monsaraz. 2010


sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Ucanha

[procurar um país 077] A localização dos cemitérios, muitas vezes em lugares com amplas vistas, que nos falam também do tempo arcaico da determinação do seu local. Tudo acaba um dia e a vida que vamos construindo no território dos nossos fazeres pode ser a preparação lenta para esse momento de viagem sem regresso, restituição de átomos para outras matérias. Reconfiguração. Continuidade.

061. Cemitério de Ucanha. Tarouca. 1996

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Meijinhos

[procurar um país 076] Enfrentar a morte para lutar contra ela. A cidade que aqui construímos é como uma voz levantada contra a morte. Mas esta voz não é de luta, é a de um diálogo. Não é a da tentativa de entendimento, porque o sentido da morte é o da evolução biológica, o de permitir a adaptação eficaz a um mundo, um meio envolvente, sempre em mutação. Há um jogo de sobrevivência, de alguma forma perseguido com tenacidade e determinação.

060. Cemitério de Meijinhos. Lamego. 2002

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Pitões das Júnias

[procurar um país 075] Este trabalho de mapeamento do território contém algumas centenas de cemitérios fotografados. São lugares que, como acontece com outras formas construídas, apresentam diferenças significativas de região para região. Dentro de cada cemitério são também muito diferentes o tratamento dado a cada sepultura ou jazigo. Olhar os lugares da morte na atualidade como que para jardins de inverno.

059. Cemitério de Pitões das Júnias. Montalegre. 2015

terça-feira, 4 de setembro de 2018

São Martinho

[procurar um país 074] Em volta da capela de São Martinho estão dispersos 10 sarcófagos de planta retangular ou ovalada, escavados em monólitos de granito. No local, na Alta Idade Média, existiu também um habitat, de que hoje nada resta que não sejam estes penedos escavados, revolvidos, e a pequena capela de São Martinho, construida em tempos mais recentes.

058. Necrópole de São Martinho. Touro. Vila Nova de Paiva. 2004

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Sepulturas

[procurar um país 073] Corpos desenhados no solo pétreo, às portas de uma igreja românica, num dos mais expressivos geomonumentos de Portugal continental. Monsanto é um monte-ilha que se ergue da planície da Beira Baixa. Do seu alto avistam-se horizontes muito longínquos, da serra de São Mamede, a Sul, às serras da Gardunha e da Estrela, a Noroeste.

057. Sepulturas antropomórficas. Monsanto. Idanha-a-Nova. 2005

domingo, 2 de setembro de 2018

Necrópole de São Gens

[procurar um país 072] O local que é hoje a necrópole de São Gens teve dois períodos de ocupação distintos. O primeiro foi na época romana e durou até ao século IV. Seguiu-se um longo interregno da ocupação daquele espaço. Seria no século IX que novas comunidades se fixariam ali, mas com uma ocupação de cerca de um século. Investigações arqueológicas recentes revelaram que esta última ocupação era composta por construções de madeira e que um grande incêndio no século XI poria fim a este pequeno povoado. Não foram encontrados vestígios de qualquer edifício religioso, mas o número de 54 sepulcros encontrados é revelador do significado do lugar. Campos agrícolas férteis ao longo da ribeira dos Tamanhos e do rio Mondego, contribuirão para explicar a fixação de comunidades humanas. Um penedo que poderá ter justificado a sacralização do lugar.

056. Necrópole de São Gens. Celorico da Beira. 2014

sábado, 1 de setembro de 2018

Gonçala

[procurar um país 071] Os mais antigos monumentos funerários em território hoje Portugal são primeiras arquiteturas. São as antas ou dolmens. Eram estruturas de suporte das mamoas, da terra que cobria uma câmara acessível onde eram depositados os mortos. Hoje permanecem erguidas sobre o solo, a marcar paisagens arqueológicas, lugares de povoamento muito primitivo.

055. Anta na Herdade da Gonçala. Mora. 1986

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Numão

[procurar um país 070] A perspetiva noturna de um castelo, com a pontuação distante e luminosa de outros povoados, parece acentuar a dimensão arquitetónica desta antiga fortaleza, hoje desprovida das suas anteriores funções militares. Não estamos longe do vale do Douro, já na sua margem esquerda. Para sul são as terras extensas da Beira Alta.

054. Castelo de Numão. Vila Nova de Foz Côa. 1995

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Marialva

[procurar um país 069] Marialva mostra-nos, atualmente, três fases de ocupação de um lugar antigo. A cidade terá estado integralmente contida dentro do perímetro muralhado. Ainda hoje é claramente percetível a estrutura urbana da vila medieval. Numa fase de crescimento posterior, a urbe expande-se para fora das muralhas. Na atualidade o núcleo urbano mais densamente habitado ocupa o sopé do morro da antiga fortificação, mais próximo e com melhores acesso aos campos agrícolas que sustentavam economicamente aquela comunidade.

053. Castelo de Marialva. Meda. 2012

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Ansiães

[procurar um país 068] Num extenso paredão de granito há uma porta que parece guardada por um castanheiro antigo da grande porte. Entramos. O lugar é um extraordinário complexo arqueológico, com vestígios de várias épocas de povoamento. Hoje ninguém o habita. Ficou impresso no lugar um modo arcaico de povoamento da terra, um pouco da história das cidades em Portugal.

052. Castelo de Ansiães. Carrazeda de Ansiães. 1993

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Noudar

[procurar um país 067] No local existiu um povoado dentro de uma muralha. Hoje apenas permanece o castelo com os vestígios em ruína dessa antiga cidade. A paisagem é ali marcada pelos meandros do rio Ardila e da Ribeira de Murtega, serpentes de água em territórios do sul.

051. Castelo de Noudar. Barrancos. 1995

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Sortelha

[procurar um país 066] Pelos desenvolvimentos urbanos ao longo do tempo, poucas vezes, hoje, temos a oportunidade de observar um local habitado que tenha permanecido “contido” ao longo dos séculos. Em Sortelha as muralhas continuam a limitar o perímetro do lugar habitado. É a imagem clara de uma anterior função defensiva, os muros altos para a proteção de uma comunidade num território ocasionalmente hostil.

050. Sortelha. Sabugal. 1996

domingo, 26 de agosto de 2018

Castelo Rodrigo

[procurar um país 065] A dimensão das ruínas sugere um palácio de grandes dimensões. Ao redor de um pátio central distribuem-se as dependências da residência senhorial. Ao fundo ficava a igreja. Impressionam as grandes janelas que permanecem nos paramentos da ruína. Hoje o local está musealizado.

049. Castelo Rodrigo. Figueira de Castelo Rodrigo. 1995

sábado, 25 de agosto de 2018

Quartéis

[procurar um país 064] Quase sempre pensamos apenas em fortificações quando nos referimos à arquitetura militar, mas há outros edifícios muito interessantes associados às peças construídas mais importantes.

048. Quartéis. Estremoz. 2001

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Algoso

[procurar um país 063] Um dos mais impressionantes cenários de arquitetura militar em Portugal. Uma fortificação no alto de uma arriba. São as margens do rio, não longe da fronteira com Espanha. Hoje é um território de baixa densidade, desertificado, desprovido de qualquer função defensiva dos limites de uma unidade administrativa

047. Castelo de Algoso. Vimioso. 2006

terça-feira, 21 de agosto de 2018

Paderne

[procurar um país 062] O castelo de Paderne é um castelo de “areia”. Construído em adobe, em terra de argila amassada, é uma das obras de maiores dimensões que ainda hoje subsistem em território português. Encontra-se muito erodido pelos agentes climatéricos, permitindo observar o seu processo construído. Hoje é um lugar de isolamento no barrocal algarvio.

046. Castelo de Paderne. Albufeira. 2002

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Moreira de Rei

[procurar um país 061] São panos de muralha erguidos entre grandes penedos de granito. Acede-se pela linha de festo de um pequeno promontório. Este castelo como que sintetiza uma arquitetura militar que sempre teve a necessidade de integração no local, na paisagem e nas formas do relevo existentes. À falta de recursos económicos, de mão-de-obra e de maquinaria que permitisse grandes movimentos de terras, foi sendo edificada uma arquitetura que sempre se integrou em paisagens orgânicas, respeitando os valores da própria terra. A vista que obtemos é muito abrangente.

045. Moreira de Rei. Trancoso. 2012

domingo, 19 de agosto de 2018

Almeida


[procurar um país 060] Ao contrário da maior parte das fortificações construídas em espaço português as terras são aqui planálticas, horizontais. A este facto não terá sido alheio o desenho com que viria a ser projetado o conjunto muralhado de Almeida. Existia no local uma primitiva muralha medieval, mas com a necessidade imposta pela Restauração da independência, em 1640 foi construída uma poderosa praça de armas de acordo com os mais evoluídos preceitos de engenharia militar da sua época. Vista do alto, observamos um desenho em estrela, quase como uma utopia de desenho, um exercício de perfeição que raramente encontrou e solo português semelhantes condições de abstração. 

044. Almeida. 2012


sábado, 18 de agosto de 2018

Bugio

[procurar um país 059] O dia de inverno estava solarengo. Estávamos perto do farol do Bugio, uma pequena fortaleza à entrada do Tejo. Navegamos em direção a Lisboa. A expressão visual das margens do rio é mínima, duas linhas de terra que não parecem sugerir a desembocadura de um grande rio. Esta é a perspetiva de quem, por mar, se aproxima da cidade. Só em terra firme terá consciência desse labirinto da malha urbana.

043. Bugio. Lisboa. 2014

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Casarão da Torre


[procurar um país 058] O Casarão da Torre é hoje uma construção isolada e abandonada que se ergue no alto de uma elevação não longe de Almofala, concelho de Figueira de castelo Rodrigo. Escavações arqueológicas realizadas nas décadas de 80 e 90 do século XX, puseram a descoberto as fundações do que terá sido uma cidade romana Civitas Cobelcorum. Deste período restava visível o embasamento da torre que primitivamente seria um templo. mais tarde, no período medieval, sobre essa base terá sido erguida uma atalaia.



042. Casarão da Torre. Almofala. Figueira de Castelo Rodrigo. 1993

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Idanha-a-Velha

[procurar um país 057] Idanha-a-Velha viria a ser ocupada por sucessivas vagas civilizacionais ao longo de vários séculos. Talvez o seu período áureo coincida com a data da sua fundação. Alguns dos edifícios mais monumentais são do período romano. A torre de menagem do castelo medieval seria erguida sobre o embasamento, podium, de um antigo templo deste período. As inscrições, hoje recolhidas no Arquivo Epigráfico, são um documento de uma civilização que viveu um tempo de enorme prosperidade económica, social e política. A cidade terá, então, atingido a sua maior dimensão. pela paisagem em que se encontra, pelos seus monumentos e por estes terem sido preservados em muitos dos seus aspetos essenciais, Idanha-a-Velha é hoje um dos mais interessantes espaços arqueológicos de Portugal.

041. Idanha-a-Velha. Idanha-a-Nova. 2005

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Atalaia

[procurar um país 056] A partir de Salvaterra do Extremos, descemos ao rio Erges. Neste percurso vamos encontrar uma torre medieval parcialmente arruinada. Fazia parte do sistema defensivo da raia de Portugal durante o período medieval. Na margem oposta, num morro elevado existe uma fortificação espanhola. O rio Erges corre neste ponto entre uma apertada e imponente garganta granítica.

040. Atalaia. Salvaterra do Extremo. Idanha-a-Nova. 2005

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Torre do Esporão

[procurar um país 055] Os limites da Herdade do Esporão, próxima de Reguengos de Monsaraz, estão fixados desde 1267. A torre, que se enquadrava num antigo perímetro muralhado de que hoje apenas resta uma porta, data da segunda metade do século XV. Perto da torre encontra-se ainda a ermida de Nossa Senhora dos Remédios. São três elementos que nos remetem para paisagens de tempos recuados, que não terão sido muito diferentes do horizonte que hoje podemos observar do local.

039. Torre do Esporão. Reguengos de Monsaraz. 2008

domingo, 12 de agosto de 2018

Ucanha

[procurar um país 054] O conjunto da ponte e torre de Ucanha é um exemplo raro, na nossa arquitetura medieval, por conciliar estes dois elementos. É provável que esta tipologia fosse relativamente frequente durante o período medieval, em que várias passagens de rios eram portajadas. Mas muitas das “cabines de portagem” deveriam ser feitas em madeira, enquanto que as pontes eram de pedra. Atravessamos a ponte e subimos um pouco a rua em direção a nascente. Um pouco à frente há uma rua à esquerda. Aí encontramos a casa onde nasceu José Leite de Vasconcelos, em 1858. Até ao fim da sua vida, em 1841, viria a desenvolver um trabalho muito extenso, de estudo do espaço português em áreas como a linguística, filologia, arqueologia e etnografia. Foi um precursor do incansável estudo do território português de outros grandes portugueses, como Orlando Ribeiro ou Jorge Dias.

038. Torre e ponte de Ucanha. Tarouca. 1996

sábado, 11 de agosto de 2018

Torre da Lapela


[procurar um país 053] Na fronteira com Espanha, junto ao rio Minho, uma torre medieval ergue-se. A época da sua construção é atribuída ao reinado de Dom Afonso Henriques. Fazia parte de um complexo muralhado de que hoje, praticamente, não subsistem vestígios. É apenas a torre que permanece de pé. Após a restauração, em 1640, o local perde importância e muitas das suas pedras deverão ter sido utilizadas na reconstrução do Castelo de Monção, com uma arquitetura adequada à defesa contra armas de fogo. Hoje não deixa de ser um singular monumento de arquitetura militar implantada muito próximo das margens do rio Minho.



037. Torre da Lapela. Monção. 2006

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Centum Cellas

[procurar um país 052] É uma torre enigmática. Escavações relativamente recentes puseram a descoberto as fundações de outras edificações. A torre faria certamente parte de um povoado que terá tido um uso alargado no tempo, desde o período romano. Há na sua construção um enorme rigor construtivo, em que foram usadas pedras de grandes dimensões. Este facto permitiu que a torre perdurasse até aos nosso dias. O desenho das suas fachadas, de uma simetria que é refletida nas próprias cantarias, e reduzida informação documental que chegou até aos nosso dias, estimulou uma série de interpretações mais ou menos fantasiosas uma das quais avança com a hipótese de se tratar de uma prisão com cem celas.

036. Torre de Centum Cellas. Belmonte. 2007

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Miranda

[procurar um país 051] O planalto de Miranda é uma larga extensão de terra que se desenvolve entre os vales do rio Douro e do rio Sabor. A sua espinha dorsal era marcada pela linha ferroviária do Sabor, que entretanto foi desativada. No extremo nordeste destas paisagens marcadas pelo isolamento e um intenso caráter telúrico, encontramos Miranda do Douro, com as sua singular estrutura urbana e uma arquitetura que é dominada pelo branco a lembrar as paisagens do sul de Portugal. A Sé de Miranda é como que o ponto mais elevado e a representação monumental de todo um território espacial.

035. Sé de Miranda do Douro. Miranda do Douro. 2011