terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Túmulo de Dom Pedro I

[procurar um país 158] Um rosto procurado, como se nas suas linhas estivesse desenhada a nossa história, a claridade impossível de um percurso descontínuo, tantas vezes errático. Revisitamos o passado como se, assim, nos fosse possível hoje, conciliar tempos e momentos tão diferentes que habitámos no passado, por vezes de uma memória dura, de sofrimento, dor, outros de pausas luminosas.

142. Túmulo de Dom Pedro I. Mosteiro de Alcobaça. 2000

domingo, 9 de dezembro de 2018

Calvão

[procurar um país 157] A estranheza perplexa dos homens e mulheres de pedra que olham a paisagem. Poderia ser um retrato de uma comunidade que perscrutam a paisagem, que interroga o seu significado, procurando, assim, a sua própria condição. É este, também, o significado deste trabalho fotográfico, aprofundar, sucessivamente o olhar, o pensamento, a conversão de imagem em palavra. Ou tentar atingir um novo significado para a imagem.

141. Calvão. Chaves. 2001

sábado, 8 de dezembro de 2018

Meimão (?)

[procurar um país 156] Um burro pode significar a envolvência do mundo rural, o atravessamento de tempos longos e difíceis na conquista da cidade como território de afastamento à natureza intacta imprevisível e dura. Companheiro de trabalho e meio de transporte, é espelho e reflexo de nós próprios. É o diálogo com olhares não humanos, consciência de partilha de um planeta comum.

140. Meimão(?). Penamacor. 1988

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

São Bento da Vitória

[procurar um país 155] No interior da uma igreja o dorso de um anjo, a história de uma fotografia. Este é o imaginário do transporte, do discurso da eternidade, do ultrapassar no limiar da morte. Voamos nas asas de um anjo, uma inexistência. Sempre procurámos, em símbolos, horizontes altos que nos permitam superar a morte, o fim, o vazio.

139. Igreja de São Bento da Vitória. Porto. 2001

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Sala das Estátuas

[procurar um país 154] uma sala povoada de figuras brancas, a sala das estátuas, modelos para a fixação da história humana, símbolos de momentos de uma caminhada coletiva em que alguns tomaram o poder por motivos e circunstâncias específicas. São também a reunião inusitadas de olhares diferentes dentro de um espaço contido e imóvel, como que um segredo de humanidade, de civilização, de sonho, luta continuada.

138. Sala das Estátuas. Campo de Santa Clara. Lisboa. 2003

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Palácio de Estói

[procurar um país 153] Uma ideia de beleza clássica. Subimos a escada de um requinte perdido. Ocultar o vazio de um tempo que não volta. A terra está repleta de marcas, de signos, e elementos que urge descodificar, transformar em linguagem corrente, de ligação e integração numa outra narrativa, na literatura nova do tempo hoje.

137. Palácio de Estói. Faro. 1996

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Alfarela de Jales

[procurar um país 152] A representação de toda a humanidade, uma imagem de Jesus. Para retratar o humano procuramos uma imagem múltipla de um dos símbolos maiores da cultura Ocidental. As variações na sua representação indicam a efémera complexidade de um rosto perdido à procura da eternidade.

136. Cruzeiro. Alfarela de Jales. Vila Pouca de Aguiar. 2003