sábado, 22 de julho de 2017

Ponto de equilíbrio

[esporão 32] 14 de setembro de 2011. Os espaços de produção da Quinta dos Murças já estavam recuperados. Nas primeiras visitas notava-se um envelhecimento descuidado das estruturas construídas e dos solos. Agora, como no exterior, também estes espaços interiores estavam a ser transformados com o mesmo desenho cuidado, na arquitetura e nos vários elementos que integravam o complexo da quinta. Aquele território era delicadamente redesenhado como um todo.

Quinta dos Murças, Covelinhas, Peso da Régua. 14 de setembro de 2010

Quinta dos Murças, Covelinhas, Peso da Régua. 14 de setembro de 2010

Quinta dos Murças, Covelinhas, Peso da Régua. 14 de setembro de 2010


quinta-feira, 20 de julho de 2017

Memórias de viagens

[esporão 31] 20 de janeiro de 2011. Decorre a apanha da azeitona nas proximidades de Serpa, localidade de memórias e viagens antigas. Onde nos transportam as memórias? Todo este trabalho está contaminado por memórias dispersas associadas ao espaço português, a múltiplas viagens, sempre diferentes, que cada vez mais juntam universos aparentemente desconexos.

Serpa. 20 de janeiro de 2011

Serpa. 20 de janeiro de 2011

Serpa. 20 de janeiro de 2011

Serpa. 20 de janeiro de 2011


quarta-feira, 19 de julho de 2017

Trabalhos no Alentejo

[esporão 30] 20 de maio de 2010. De novo no Alentejo. Primavera, água livre em terras secas, ciclos de floração. Como dias antes havia observado na Quinta dos Murças, também na Herdade do Esporão, no Alentejo, decorriam trabalhos de preparação de terrenos para as novas vinhas. Dada a acentuada horizontalidade destes solos, o processo é mais mecanizado do que havíamos observado no Douro, não dispensando, no entanto, a mão humana.

Herdade do Esporão, Reguengos de Monsaraz. 20 de maio de 2010

Herdade do Esporão, Reguengos de Monsaraz. 20 de maio de 2010

Herdade do Esporão, Reguengos de Monsaraz. 20 de maio de 2010

Herdade do Esporão, Reguengos de Monsaraz. 20 de maio de 2010

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Água como regresso

[esporão 29] A própria fotografia, as recolhas de campo, têm uma forte componente física e não é raro sermos levados a pensar que afinal é a água o mais precioso líquido de que podemos dispor. Este é um ponto de reflexão que, quando atingido, nos faz regressar a condição de mamíferos, de máquinas de sobrevivência, animais que se deslocam sobre a terra, incessantemente, à procura de alimentos, de subsistência, de lugares para habitar, das noites de ausência que apenas preparam a jornada seguinte.

Quinta dos Murças, Covelinhas, Peso da Régua. 9 de março de 2010

Quinta dos Murças, Covelinhas, Peso da Régua. 9 de março de 2010

sábado, 15 de julho de 2017

Corpo

[esporão 28] Estes são os construtores das paisagens milenares. Nestes trabalhos a céu aberto há sempre uma componente física envolvida. É a presença do corpo entrosado com os lugares, com a natureza. É deste labor que, muitas vezes, se tenta fugir, do cansaço extremo, das jornadas de trabalho contínuo. Mas ao mesmo tempo, quem executa estas tarefas sente as dimensões poderosas desse mesmo corpo, há o desprendimento de um, quase, ser “burocrático”, há como que o encontro com a natureza intacta que nos transportou, por longos e aleatórios caminhos evolutivos, ao momento que habitamos no presente. Há uma “expiação” da condição existencial plena de dúvidas, para mergulhamos numa libertação de um quotidiano sedentário. A prisão da terra é aqui  território de libertação.

Quinta dos Murças, Covelinhas, Peso da Régua. 9 de março de 2010

Quinta dos Murças, Covelinhas, Peso da Régua. 9 de março de 2010

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Plantar

[esporão 27] 9 de março de 2010. Mais uns meses passados e agora, na primavera, era tempo de plantar as novas vinhas. O solo recebera as chuvas do inverno e as temperaturas estavam a subir. Trabalhadores povoavam os planos inclinados sobre o Douro. Pessoas dispersas na paisagem a lembrar tempos antigos, de Domingos Alvão, fotógrafo das dimensões humanas do Douro, há mais de meio século. O solo está limpo de qualquer planta. Os movimentos de terras haviam terminado há pouco. Nalguns casos já estavam a ser colocados os esteios e as linhas de arames para receberem o crescimento dos pés de vinha. O que dominava a leitura visual da paisagem eram algumas pessoas a plantar a vinha, com o rio em fundo. Talvez não fosse difícil imaginar uma paisagem que, lentamente, da terra se ergueria em manto verde. A expectativa ali ficava, sobre um lugar em transformação.

Quinta dos Murças, Covelinhas, Peso da Régua. 9 de março de 2010

Quinta dos Murças, Covelinhas, Peso da Régua. 9 de março de 2010

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Vindima duriense

[esporão 26] 8 de setembro de 2009. A vindima duriense decorria ao mesmo tempo que se trabalhava, noutros talhões, no desenho e afeiçoamento de um novo território a plantar. Obras de modelação e movimentação de terras. O vinho desenhado pela água. As técnicas tradicionais de construção de muros. O respeito por uma tradição evolutiva de vários séculos de dedicação à terra e ao vinho.

Quinta dos Murças, Covelinhas, Peso da Régua. 8 de setembro de 2009

Quinta dos Murças, Covelinhas, Peso da Régua. 8 de setembro de 2009

Quinta dos Murças, Covelinhas, Peso da Régua. 8 de setembro de 2009


Quinta dos Murças, Covelinhas, Peso da Régua. 8 de setembro de 2009