quarta-feira, 8 de abril de 2020

Palácio das Obras Novas. Azambuja

[pst 402] A Vala da Azambuja foi mandada construir pelo Marquês de Pombal para escoamento das águas entre Santarém e Azambuja. Obras deste género, destinadas a secar os pântanos para libertar o terreno para a agricultura, já eram realizadas desde o século XII. Na confluência da Vala da Azambuja com o Tejo encontra-se o palácio das Obras Novas, que serviu de estação fluvial aquando da ligação, por carreiras de vapores, entre Lisboa e Constância.

401. Palácio das Obras Novas. Azambuja. 15 de janeiro de de 1997

terça-feira, 7 de abril de 2020

Palácio dos Duques do Cadaval — Muge

[pst 401] A antiga vila de Muge foi couto do mosteiro de Alcobaça. No início do século XIV a propriedade é integrada na Coroa. Em 1648 o palácio da vila passa para as mãos dos duques do Cadaval. Um pouco a montante da povoação, nas margens da ribeira de Muge, fixaram-se populações humanas que, há cerca de 7000 anos, se alimentavam à base de lamejinha e berbigão, abundantes então no estuário do Tejo. No local deixaram massas compactas de conchas, formando os designados Concheiros de Muge.

400. Palácio dos Duques do Cadaval — Muge. Salvaterra de Magos. 12 de janeiro de de 1996

segunda-feira, 6 de abril de 2020

Santarém

[pst 400] Das portas do Sol, ou dos outros promontórios da cidade de Santarém, percebe-se a importância do lugar e o motivo de uma ocupação muito remota. Foi conquistada pelos Romanos aos Túrdulos. Em 715 os Muçulmanos tomam o lugar, de onde são expulsos pelo acordo de D. Afonso VI de Leão com a sua população. Cedida ao conde D. Henrique, passa a integrar por pouco tempo a terra portucalense. Os Mouros regressam e, em 1147, é tomada de surpresa por D. Afonso Henriques. A sua importância e a proximidade dos coutos de caça real da margem sul motivaram a escolha da próspera vila para a reunião das cortes do reino, entre os séculos XIII e XV. Dos seus promontórios sobre o Tejo temos uma leitura privilegiada sobre a planura e dimensão do Ribatejo.

399. Santarém. 12 de janeiro de de 1996

domingo, 5 de abril de 2020

Vale de Cavalos. Chamusca

[pst 399] Ciclicamente a paisagem destas terras planas altera-se radicalmente. Não são frequentes no Outono, podem acontecer na Primavera, mas no Inverno acontecem muitas vezes. As águas vindas de uma extensa bacia hidrográfica, que inclui as terras altas da Cordilheira central Ibérica, alagam toda a região, por vezes durante semanas. Galgam os diques, cobrem a terra, submergem estradas, isolam aldeias.

398. Cheia do rio Tejo, Vale de Cavalos. Chamusca. 12 de janeiro de de 1996

sábado, 4 de abril de 2020

Senhora de Alcamé (prox.), Lezíria

[pst 398] Toda a superfície da Lezíria é estruturada por valas que permitem a rega dos campos, o escoamento de águas pluviais e afluentes e, simultaneamente, criam uma barreira física entre os vários espaços, importante para manter o gado bravo num território delimitado. Directamente relacionados com as valas, estão as estradas que lhes dão acesso, sempre de acentuada linearidade.

397. Senhora de Alcamé (prox.), Lezíria. Vila Franca de Xira.  3 de setembro de de 1995

sexta-feira, 3 de abril de 2020

Rio Tejo — Espragal do Mouchão. Chamusca

[pst 397] "A comprida caleira aluvial do Tejo inferior estende-se, rectilínea, sobre os 100 km que separam Lisboa da garganta granítica onde se ergue o castelo medieval de Almourol. Um rio navegável que forma na foz um vasto e seguro porto marítimo, uma vasta planície fertilizada por inundações frequentes, são condições excepcionalmente favoráveis no contexto de Portugal. O geógrafo Estrabão, no começo da nossa era, já enaltecia em grego as suas qualidades". (Suzanne Daveau — Portugal Geográfico).

396. Rio Tejo — Espragal do Mouchão. Chamusca. 16 de agosto de de 1995

quinta-feira, 2 de abril de 2020

Edifício agrícola, Marvila. Chamusca

[pst 396] Os edifícios agrícolas, por vezes de arquitectura invulgar e sempre de desenho racional, pontuam uma região essencialmente rural. Os silos acentuam a planura do solo ribatejano, das terras férteis, dos cereais.

395. Edifício agrícola, Marvila. Chamusca. 1 de agosto de de 1996