segunda-feira, 20 de junho de 2016

Rio Douro — Rede

[pst 213] O rio Douro constituiu, desde tempos recuados, uma via de acesso às terras do interior, à região que deu a conhecer a todo o mundo o nome "Porto". Até à construção da linha ferroviária do Douro era a principal via da comunicação entre a cidade do Porto e a região vinhateira. É sensivelmente a partir desta zona, quando o vale se aperta entre as serras do Marão e Montemuro, que a paisagem se altera e entramos na região do vinho generoso.

Rio Douro — Rede. Mesão Frio. 26 de dezembro de 1993

domingo, 19 de junho de 2016

Natureza

[viseu 16] São poucas as paisagens onde não se note uma acentuada presença humana. Não apenas no espaço de Viseu mas em todo o território português, não é fácil encontrar lugares que não tenham vestígios, mais ou menos acentuados, de transformação, de intervenção da mão humana. Esta realidade tem tendência de expansão cada vez mais acentuada. Aqui, em Viseu, encontrámos alguns lugares notáveis que nos mostram, ainda, o vigor da Natureza. Mas são apenas situações muito pontuais, quase que jogos de procura de algo que tende a desaparecer
Viseu. 2015/04/13

Mamaltar de Vale de Fachas, Mundão/Rio de Loba, Viseu. 2015/05/05

Cruzinha, prox. (Paraduça), Calde, Viseu. 2015/05/21

sábado, 18 de junho de 2016

Estrada N 15 — Serra do Marão

[pst 212] Uma das saídas da região do Porto, na direção de Trás-os-Montes, é pela estrada N15 que atravessa a Serra do Marão pela portela da Boavista. É uma espécie de estrada mitológica de um passado recente. As suas curvas sem fim e longos panoramas são um espaço demorado para os automobilistas apressados. Hoje é um caminho alternativo ao IP 4, via rápida entretanto construída.

Estrada N 15 — Serra do Marão. Amarante. 26 de dezembro de 1993

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Rural perdido

[viseu 15] O rural perdido é uma realidade que não pode ser ocultada, são as ruínas de um mundo em rápida transformação. É o abandono dos campos e das casas, são os núcleos urbanos rurais parcialmente arruinados, é, de alguma forma, o símbolo de fuga aos trabalhos pesados da terra, da agricultura ou da pecuária que não dão tréguas, ou dos invernos rigorosos. É o que fica no solo de uma fuga das populações para as cidades à procura de uma vida diferente. É como que o fim de um ciclo civilizacional, arcaico, duradouro, sem que, no entanto, consigamos vislumbrar o que se seguirá.
Povoação, Povolide, Viseu. 2015

Forniçô, São Pedro de France, Viseu. 2015

Fradega (rio Troço), Bodiosa, Viseu. 2015

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Santuário de S. Domingos da Queimada

[pst 211] No alto do Monte de S. Domingos da Queimada existe uma capela romano-gótica e, em seu redor, um terreiro de festa. "A vastidão panorâmica que o promontório sacro oferece é impressionante. Domina-se inteiramente a riquíssima região vinhateira da Régua, Penajóia, Cambres, Lamego, tendo como admirável fundo a serrania do Marão e do Montemuro. Para os lados de nascente descobre-se a indefinida sucessão de montes e planaltos, ímpetos e quebradas que a força erosiva do Douro e seus afluentes têm modelado lentamente, ao longo de séculos e séculos". (Sant' Anna Dionísio — Guia de Portugal).

Santuário de S. Domingos da Queimada — Fontelo. Armamar.  22 de dezembro de 1993

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Rural religioso

[viseu 14] O rural religioso são as marcas deixadas no solo por uma cultura marcada pela religião Cristã. São vários elementos que afirmam a fé das comunidades que os construíram e que hoje permanecem, muitas vezes, como marcas de erudição, de um saber apurado, de um desenho que procurou o sublime. Igrejas, capelas, santuários, cruzeiros, alminhas, são elementos que definem a identidade das comunidades, e continuam a erguer-se como elementos de orientação espacial e espiritual.
Viseu. 2015

Lourosa de Baixo, São João de Lourosa, Viseu. 2015

Paçô, Lordosa, Viseu. 2015

Calde, Viseu. 2015

terça-feira, 14 de junho de 2016

Gravura rupestre — Ribeira dos Piscos

[pst 210] As gravuras do Côa constituíram, no início dos anos noventa, uma descoberta científica notável, a revelação de uma singular forma de "escrita". Desde o período do Paleolítico Superior, até aos nossos dias, sucessivas gerações de homens desenharam nas rochas, representações do imaginário coletivo. Uma extraordinária manifestação de arte que remonta à época em que as atividades humanas se desprendem definitivamente da animalidade. O vale do Côa tem o privilégio de guardar, quase intacto, o ambiente em que ela eclodiu.

Gravura rupestre — Ribeira dos Piscos. Vila Nova de Foz Côa. 12 de abril de 1995