quinta-feira, 19 de julho de 2018

Oliveiras

[procurar um país 032] As oliveiras são árvores que perduram em sucessivas gerações humanas. São algumas das mais antigas árvores que existem em solo português, os mais antigos a seres vivos com quem hoje podemos dialogar. São tempo transformado em matéria. Silêncio.

016. Herdade do Barrocal de São Lourenço. Reguengos de Monsaraz. 2006


Castanheiro

[procurar um país 031] Algumas árvores monumentais parecem dialogar com os elementos construídos mais arcaicos das paisagens. São seres com gigantescos corpos erguidos em busca da luz. Extraordinários monumentos evolutivos. Um olhar consciente converte estas árvores em linguagem e com elas dialogaremos sobre a vida e a sombra. 

015. Castanheiro. Castelo de Ansiães. Carrazeda de Ansiães. 1993



quarta-feira, 18 de julho de 2018

Pico

[procurar um país 030] O tempo e o espaço das formas vegetais arcaicas que quotidianamente lutam com um ambiente hostil, de altitude, de invernos duros e prolongados, de ventos agrestes. A lembrança da nossa própria condição primordial, de seres em adaptação permanente a um mundo em mudança constante.

014. Ilha do Pico. Açores. 2008

terça-feira, 17 de julho de 2018

Solitário

[procurar um país 029] Teias. Há uma “transparência” muito sedutora nas florestas densas. Num emaranhado de ramos, de formas vegetais, há uma enorme variedade de formas. Estamos numa casa aparentemente estranha e confusa, muitas vezes acompanhada de ruídos de aves, insetos, ou outros animais. Inquietação e medo também, como que no espaço de um crime.

013. Mata do Solitário. Setúbal. 2012

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Rio Côa

[procurar um país 028] Uma paisagem que se mantém em muito do seu carácter selvagem, quase intocado. A procura permanente de uma origem, de um espaço onde não esteja presente a pegada humana, onde apenas possamos ver a Natureza intacta, construída por si própria. Procuramos estes lugares quase desaparecidos, impossíveis.
 
012. Rio Côa. Algodres. Figueira de Castelo Rodrigo. 1995
 

domingo, 15 de julho de 2018

Pulo

[procurar um país 027] Um, dois passos de concentração para atravessar um rios maiores da península ibérica, o Guadiana. O rio mergulha entre as margens de xisto muito polido. É um dos mais singulares lugares fluviais de todos os rios portugueses. Há ali histórias de fascínio e tragédia.

011. Pulo do Lobo. Rio Guadiana. Mértola/Serpa. 1998

sábado, 14 de julho de 2018

Calcedónia

[procurar um país 026] Arquiteturas cíclicas, como que de mundos arcaicos se tratasse, de que hoje apenas permanecem vestígios diluídos num solo de penedos labirínticos. Construções reais e imaginárias de uma civilização maior, numa escala superior à dimensão humana.

010. Cabeço de Calcedónia. Serra do Gerês. Terras de Bouro. 2012