sábado, 19 de maio de 2018

Fragmentos de representação

[procurar um país 011] Este conjunto de imagens não são “fotografias”, são fragmentos de representação de lugares. São uma síntese possível, procurada, de um espaço concreto. É uma imagem diversa, a invenção de um lugar fugidio, encontro com o significado do povoamento dos solos férteis. Ponto de chegada e de partida, caminho sobre o limbo esboroado de um vulcão ativo. Ilha num imenso oceano povoado de criaturas inexistentes. É a permanência, a procura do conhecimento fulcral, o núcleo da claridade. Clarão na luz da aurora, a densa sombra de detalhes lentos. Habituação a uma luta continuada, duradoura, violenta, mortífera. Renascimento prosseguido em milhões de anos de catástrofes. É a fabricação das cidades espontâneas. O desenho sonoro de uma paisagem inquieta. Palavras antes da linguagem. Todas as cores.

2018

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Tempo e seleção

[procurar um país 010] Nestes trabalhos não podemos deixar de pensar na questão “tempo” no âmbito das metodologias que levam ao desenvolvimento desta seleção de imagens, ou mesmo da própria forma de as mostrar, de as organizar, de as dispor, seja numa exposição, num livro, num documento para ser mostrado num ecrã.
 
2018
 

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Figuras e fundo

[procurar um país 009] A ideia aqui presente, como noutros aspetos das tipologias de espaços e lugares aqui apresentadas, é a de percorrer vários elementos significativos, em diferentes lugares de Portugal, para mostrar opções, formas de intervenção a partir de um mesmo conceito, arquiteturas, formas de fazer cidade, ou apenas, a marcação de lugares com escassos vestígios de povoamento humano. São exemplos da criação de espaço, de lugar, de território humano estendido por longos horizontes. Muitos espaços ficam de fora. Para cada situação há sempre várias opções, não raro de uma enorme riqueza formal e conceptual.
 
2018
 

terça-feira, 15 de maio de 2018

Expor

[procurar um país 008] As exposições, dado o seu carácter efémero, são momentos de reflexão e risco. Sem dúvida, espaços de liberdade. Ensaio de soluções antes não tentadas, não apenas do que se mostra, mas do como se mostra, da tentativa de tornar mais rica e intensa a experienciação de visita ao lugar, como se fosse possível passar ao leitor das imagens situações de vivência concreta dos lugares a céu aberto, momentos de vida marcantes que se desejam partilhar.

2018

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Opções

[procurar um país 007] O conceito original que aqui vai ser mostrado divide-se em dois núcleos. Um primeiro é o coração da exposição, são as fotografias de paisagens e arquiteturas de Portugal. Um segundo conjunto é sobre a construção da própria exposição, não no sentido de justificar as opções tomadas, mas de revelar um pouco do método de trabalho seguido até à seleção de imagens, construção de suportes e planificação. Um processo encarado como um projeto de arquitetura, não como uma edificação, física, material, mas como um conceito de procura de uma casa comum, uma representação de uma cultura, aproximação à representação de uma identidade coletiva que no solo foi deixando os seus projetos de habitar ao longo de sucessivas gerações, de milhares de anos. Para lá de imagem, estes conjuntos de fotografias, poderão ser, também, arquitetura. 
 
2018
 

domingo, 13 de maio de 2018

Linhas

[procurar um país 006] Este conjunto de fotografias não pode deixar de ser, também, um percurso pessoal por lugares representativos da diversidade de paisagens e formas de edificar no decurso de um tempo longo em Portugal. Como mostrar esses lugares? O núcleo base das imagens aqui expostas estão dispostas em 14 capítulos, momentos, linhas. Não se procurou uma ordem geográfica ou cronológica para mostrar as representações de paisagens e arquiteturas, mas fragmentos desses aspetos que tecem entre si uma teia de complexidades sempre renovada. São, de alguma forma, tipologias de imagens.
 
2018
 

sábado, 12 de maio de 2018

Camadas

[procurar um país 005] Estas fotografias representam, de algum modo, a continuação do trabalho mostrado em ocasiões anteriores como em  Guimarães, no Centro Internacional de Artes José de Guimarães, integrado na exposição “Os Inquéritos [à Fotografia e ao Território] - Paisagem e povoamento”, comissariada por Nuno Faria em 2015/2016. E continuadas nos dois últimos anos, com trabalhos sobre Castelo Branco, a Lapa do Lobo (Nelas), ou o Funchal. São várias camadas que se vão sobrepondo. É uma sistematização de frentes de trabalho e uma tentativa de sintetizar os elementos espaciais nodais do espaço português. Uma abordagem que apresenta uma seleção de imagens breve de um universo de centenas de milhar de fotografias.
 
2018