sexta-feira, 11 de maio de 2018

37

[procurar um país 004] Como mostrar 37 anos de fotografias sobre o espaço português? A imagem mais antiga que vai ser mostrada nesta série, data de 1982; a mais recente foi feita este ano 2018. São mais de três décadas de viagens por Portugal, na procura incessante e metódica do registo fotográfico do seu território. Neste hiato temporal foram percorridos mais de 700.000 quilómetros e feitas mais de 1.500.000 fotografias. Estas imagens são uma proposta de reflexão sobre sobre o povoamento da terra, um convite à viagem pelas paisagens menos humanizadas até ao coração das maiores cidades.

2018

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Esquivo

[procurar um país 003] Edificamos, continuamente, uma teia labiríntica e polissémica de espaços fascinantes. Arquiteturas para o futuro que nos ligam ao mais remoto passado. Espaços evolutivos e indeterminados. Estas fotografias são uma proposta de reflexão sobre Portugal. São a fixação possível de um ponto no espaço-tempo, voraz na sua celeridade e aceleração, ou o jogo de procura de uma realidade esquiva, eventualmente impossível de captar.
 
2018
 

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Convergência

[procurar um país 002] Este trabalho fotográfico tem procurado uma síntese do espaço tão diferenciado, com uma tão grande diversidade de lugares, que é Portugal. Que semelhanças podemos encontrar entre as terras nevadas da serra da Estrela e, por exemplo, o Terreiro do Paço, em Lisboa? Haverá algo em comum entre a paisagem da caldeira mais elevada da ilha do Pico e os edifícios da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto? É entre estes espaços antagónicos que se joga a imensa diversidade de paisagens e formas de povoamento no território hoje Portugal. Estes são alguns dos aspetos que contribuem para o enorme valor de uma cultura milenar, de traços únicos, muito difíceis de objetivar. Estas fotografias querem fazer aproximações à imagem do património natural e cultural de um país que preserva no seu solo marcas dissonantes, notáveis, de milhares de anos de povoamento humano, de relação com a terra, com as edificações que são o rosto de uma cultura. São os projetos de construção de lugares novos, sempre inacabados, que uma sociedade vai deixando para as gerações seguintes.
 
2018
 

terça-feira, 8 de maio de 2018

Pausa

[procurar um país 001] Há momentos convulsos no decurso da existência. Há tempos de paragem. Voltarmo-nos para trás, repensar conceitos antigos a olhar para o futuro, para um lugar próximo. Integrar o passado na esfera do presente. Conviver com ausências. Prosseguir. Pegar em algo antigo, num conceito definido, e atualizá-lo. Luz nova sobre as águas de um rio.

2018

quinta-feira, 15 de março de 2018

Levantar pedras

[agora 14] Mas a vida é também feita de botas no chão, de pobreza, de levantar pedras à procura dos dias seguintes. A vida é um país que queremos maior, de uma comunidade aberta ao futuro que não quer esquecer o passado, que talvez não queira subsistir sobre modelos e ideais falhados. Sobre a memória do passado, sobre as cidades primordiais, sobre o lado luminoso das comunidades, no respeito estrito pela existência singular, escrever um texto, desenhar um objeto, partilhar uma reflexão, construir conhecimento coletivamente, compreender melhor o que pode ser a vida num planeta concreto num cosmos infinito, aproximarmo-nos de uma ideia de verdade. [Esta é a última publicação da série agora].
Serra da Estrela, 19 de fevereiro de 2018

terça-feira, 13 de março de 2018

Lugar novo

[agora 13] A terra não é representável. Construímos dispositivos de mediação, de interpretação do espaço, de acordo com critérios definidos e enquadrados num determinado período histórico. Todas as tentativas de representação são objetos de comunicação. Poderá haver a aproximação à exaustão de um olhar, o aprofundamento sucessivo a uma realidade que é infinita e, imaginamos, indecifrável. Construímos conhecimento a partir de uma quantidade de informação cada vez maior.
Serra da Estrela, 19 de fevereiro de 2018

Serra da Estrela, 19 de fevereiro de 2018

Serra da Estrela, 19 de fevereiro de 2018

domingo, 11 de março de 2018

Rosto

[agora 12] A imensidão do lugar fica depois do caminhar. Percorremos territórios ilimitados para percebermos, mais tarde, que fomos ao encontro de um rosto desenhado, que foi sendo definido no percurso, no reflexo também de todos quantos deste jogo estiveram próximos.
Serra da Estrela, 19 de fevereiro de 2018