domingo, 23 de novembro de 2014

Guadiana 1992

[Guadiana 86-14_07] 1992. Depois de partir de Juromenha com destino a Mourão, regresso ao percurso feito seis anos antes, entre Serpa e Mértola. A paisagem encontrava-se muito semelhante ao modo como tinha sido observada no passado. O facto de não haver marcas de povoamento humano muito marcadas mantinha o rio com a sua face de natureza intacta.











sábado, 22 de novembro de 2014

Guadiana 1986

[Guadiana 86-14_06] 1986. A primeira grande viagem, entre Serpa e Mértola, e o início de uma vida de caminhadas e de descoberta do espaço português. A procura continuada de uma cultura, de um modo de construir e de relação com a paisagem.








sexta-feira, 21 de novembro de 2014

O princípio e hoje

[Guadiana 86-14_05] Em setembro de 1986, em Serpa, daí para a Azenha da Ordem, encetava a descida do rio Guadiana até Mértola. Era a primeira grande viagem pedestre e o percurso inaugural de uma vida de andarilho por Portugal à descoberta de lugares, paisagens e arquiteturas, que ainda hoje não terminou. Já ficaram para trás centenas de milhares de quilómetros e mais de um milhão de fotografias feitas. O Guadiana ficou sempre como essa marca de génese, memória sempre presente. Mais tarde regressaria ao rio várias vezes, como em 1992, para partir de Juromenha com destino a Mértola. Em 1997 e 1998 para o registo das margens desse grande rio do Sul, no troço que prometia ficar submerso pelas águas da albufeira da barragem do Alqueva, entretanto em construção. Já dobrado o ano 2000, em 2003, no desenvolvimento de um trabalho de levantamento exaustivo sobre o património em sítio de Portugal, regresso ao rio. O grande lago estava agora à sua cota máxima. O Guadiana, como o conhecera, estava profundamente transformado, era irreconhecível.

1986

1992

1997

1998

1998

2003

2014

2014

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Arco temporal

[Guadiana 86-14_04] Este conjunto de imagens do Guadiana, que aqui se apresenta, tem essa singularidade de abarcar quase todo o arco temporal desta recolha fotográfica sistemática do espaço e de um tempo português. Não que tenha havido uma preocupação antológica sobre um atividade continuada, mas existe, tão só, uma coincidência. O Guadiana é um rio presente desde o início das maiores viagens feitas por um território que, sendo aparentemente pequeno, nos revela a imensidão, não só de um país, mas de muitos aspetos absolutamente fascinantes de um planeta vivo.

1986

2014

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Passos iniciais

[Guadiana 86-14_03] Ao Guadiana ligo os passos iniciais de um percurso onde a imagem fotográfica vai estar sempre presente, a par de um forte desejo de representar Portugal, registar os aspetos mais significativos do seu espaço e arquiteturas para, daí, reinventar um país, um território imenso, por tantos desconhecido. Estas fotografias iniciais são muito insipientes, mas nelas está a génese de um labor, quase de uma obsessão.

Guadiana, 1986



terça-feira, 18 de novembro de 2014

(1985-1986)

[Guadiana 86-14_02] O ano de 1986 viria a ser um ano seminal, decisivo, no meu percurso, pessoal e profissional, futuro. Em 1985 mudava de escola, para fazer o 12° ano na secundária D. Pedro V, em Lisboa, vindo de Queluz. Iria ter como professor de Geometria Descritiva, Álvaro Duarte de Almeida, que marcaria em mim, indelevelmente, a forma de leitura dos aspetos de relação com a terra e com o património edificado. Nas férias da Páscoa desse ano letivo, Álvaro Duarte de Almeida, convida-nos, alunos, a participar numa campanha arqueológica de levantamento topográfico, fotográfico e limpeza, de várias antas nas proximidades de Mora. Era o primeiro contacto com a terra, com o viver a céu aberto, com o sentir o corpo como fazendo parte de uma natureza forte, imprevisível e indeterminada, era o corpo cosmogónico. O convite seguinte seria a descida do Guadiana, em setembro, poucos dias antes de viajar para o Porto, para, nessa cidade, iniciar o estudo da arquitetura, do projeto dos lugares humanos.
 
Anta da Herdade da Gonçala. Mora. 1986


segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Paisagens sobrepostas

[Guadiana 86-14_01] Do convite para realizar uma exposição no Museu da Luz, Mourão, nas margens do grande lago da barragem do Alqueva, começa-se por fazer o levantamento das fotografias em arquivo do rio Guadiana, sobretudo entre Juromenha e Mértola, e da aldeia da Luz. Havia a memória, nalguns casos muito viva, de diversas caminhadas pelas margens do rio, ao longo de vários dias, em diferentes anos. As primeiras fotografias são de setembro de 1986, as mais recentes, deste ano de 2014.

Guadiana, 1986

Guadiana, 2014