[Pomarão-Mina de São Domingos 18] Se, em vários momentos do itinerário ferroviário, a água bordeja o percurso do caminhar, encontramos agora um grande e profundo lago de águas negras. Era aqui o coração da Mina, o local de onde, maioritariamente, era extraído o minério. O ponto onde tudo começara numa antiguidade remota, já antes da chegada dos romanos o lugar era explorado, está agora submerso; as suas paredes exibem uma enorme diversidade de cores pétreas.
Fotografar um território vasto. Procurar em Portugal as raízes de uma identidade coletiva que se perde num tempo longo. Construir um arquivo fotográfico. Reinventar uma paisagem humana, uma ideia de arquitetura, uma cidade nova.
segunda-feira, 9 de junho de 2014
quinta-feira, 5 de junho de 2014
Arquitetura de gigantes
[Pomarão-Mina de São Domingos 17] No ponto terminal da linha férrea encontramos a central ferroviária. Foi, seguramente, um dos edifícios maiores e mais importantes da Mina. Ao seu redor podemos observar os escombros de outros edifícios, alguns deles com carácter enigmático, outros onde a escala parece falar-nos de uma mundo perdido e de uma arquitetura de gigantes.
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| Terminal ferroviário da Mina de São Domingos. Mértola. 2014 |
quarta-feira, 4 de junho de 2014
Chegada
[Pomarão-Mina de São Domingos 16] Na aproximação à mina, seguindo o trilho ferroviário, começamos por encontrar um edifício da lado direito, depois passamos sob uma ponte que se mantém de no local. Ao longe vemos, dispersas, outras estruturas arquitetónicas. A imagem que observamos é a do pleno abandono e destruição, que, ainda hoje, parece não ter terminado.
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| Mina de São Domingos. Mértola. 2014 |
terça-feira, 3 de junho de 2014
O bairro da Moitinha
[Pomarão-Mina de São Domingos 15] No topo da colina onde se encostam os moinhos britadores, encontram-se as ruinas do bairro operário da Moitinha, abandonado e muito arruinado. Há aqui a memória de uma vivência humana que se está a perder. É muito interessante verificar como uma arquitetura tradicional, construção em adobe, associada sobretudo às atividades agrícolas, parece ter aqui desempenhado plenamente o seu papel, mas relacionada com a atividade mineira. Há uma enorme versatilidade deste modo de construir, não deixando de apresentar áreas de habitação muito reduzidas, imagem, certamente, de vidas muito precárias e duras nos trabalhos da mina.
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| Bairro da Moitinha. Mina de São Domingos. Mértola. 2014 |
segunda-feira, 2 de junho de 2014
Moitinha
[Pomarão-Mina de São Domingos 14] No conjunto mineiro da Moitinha, a montante dos fornos altos, localizavam-se os moinhos britadores, servidos por duas linhas férreas. Uma, mais elevada, recebia, de montante, o minério em bruto, na segunda, a uma cota mais baixa, era depositado o minério britado com destino ao cais do Pomarão. Uma enorme chaminé trancada e as paredes de alguns edifícios que permanecem de pé, exibem uma monumentalidade que o tempo ainda não apagou
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| Moinhos britadores da Moitinha. Mina de São Domingos. Mértola. 2014 |
domingo, 1 de junho de 2014
Fornos altos
[Pomarão-Mina de São Domingos 13] Os fornos altos são as construções, diretamente relacionadas com a atividade mineira que, neste momento, se encontram mais intactas. Impressionam pela sua estrutura em betão. São os edifícios mais a sul do complexo mineiro e são também os mais recentes, datados já de uma fase em que a mina entrava em declínio
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| Fornos altos. Mina de São Domingos. Mértola. 2014 |
sábado, 31 de maio de 2014
Vestígios mínimos
[Pomarão-Mina de São Domingos 12] O solo da Mina apresenta uma enorme diversidade de materiais, de cores, de formas e de texturas. Talvez se possa contar toda a sua história através destes vestígios mínimos. São sinais que o tempo tem vido a apagar mas que, de qualquer modo, permanecem.
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