terça-feira, 10 de junho de 2014

Pomarão, 1996

[Pomarão-Mina de São Domingos 19] No ano 1996, nas últimas viagens de preparação da obra Portugal - O Sabor da Terra, tinha estado, no mesmo dia, no Pomarão e na Mina de São Domingos. Dezessete anos passados pouco se alterara a paisagem do porto fluvial, apenas um ou outro mais cuidado, mais desenho no espaço urbano. Na altura não fizera o itinerário ferroviário, nem, tão pouco, tinha a noção da sua implantação e dos seus vários elementos construídos, como sejam a sucessão de túneis, única, pela proximidade entre si, no espaço português.
Pomarão. Mértola. 2014

Pomarão. Mértola. 1996




segunda-feira, 9 de junho de 2014

O coração da mina

[Pomarão-Mina de São Domingos 18] Se, em vários momentos do itinerário ferroviário, a água bordeja o percurso do caminhar, encontramos agora um grande e profundo lago de águas negras. Era aqui o coração da Mina, o local de onde, maioritariamente, era extraído o minério. O ponto onde tudo começara numa antiguidade remota, já antes da chegada dos romanos o lugar era explorado, está agora submerso; as suas paredes exibem uma enorme diversidade de cores pétreas.
 
Corta da Mina. Mina de São Domingos. Mértola. 2014



quinta-feira, 5 de junho de 2014

Arquitetura de gigantes

[Pomarão-Mina de São Domingos 17] No ponto terminal da linha férrea encontramos a central ferroviária. Foi, seguramente, um dos edifícios maiores e mais importantes da Mina. Ao seu redor podemos observar os escombros de outros edifícios, alguns deles com carácter enigmático, outros onde a escala parece falar-nos de uma mundo perdido e de uma arquitetura de gigantes.
Terminal ferroviário da Mina de São Domingos. Mértola. 2014







quarta-feira, 4 de junho de 2014

Chegada

[Pomarão-Mina de São Domingos 16] Na aproximação à mina, seguindo o trilho ferroviário, começamos por encontrar um edifício da lado direito, depois passamos sob uma ponte que se mantém de no local. Ao longe vemos, dispersas, outras estruturas arquitetónicas. A imagem que observamos é a do pleno abandono e destruição, que, ainda hoje, parece não ter terminado.
Mina de São Domingos. Mértola. 2014



terça-feira, 3 de junho de 2014

O bairro da Moitinha

[Pomarão-Mina de São Domingos 15] No topo da colina onde se encostam os moinhos britadores, encontram-se as ruinas do bairro operário da Moitinha, abandonado e muito arruinado. Há aqui a memória de uma vivência humana que se está a perder. É muito interessante verificar como uma arquitetura tradicional, construção em adobe, associada sobretudo às atividades agrícolas, parece ter aqui desempenhado plenamente o seu papel, mas relacionada com a atividade mineira. Há uma enorme versatilidade deste modo de construir, não deixando de apresentar áreas de habitação muito reduzidas, imagem, certamente, de vidas muito precárias e duras nos trabalhos da mina.
Bairro da Moitinha. Mina de São Domingos. Mértola. 2014








segunda-feira, 2 de junho de 2014

Moitinha

[Pomarão-Mina de São Domingos 14] No conjunto mineiro da Moitinha, a montante dos fornos altos, localizavam-se os moinhos britadores, servidos por duas linhas férreas. Uma, mais elevada, recebia, de montante, o minério em bruto, na segunda, a uma cota mais baixa, era depositado o minério britado com destino ao cais do Pomarão. Uma enorme chaminé trancada e as paredes de alguns edifícios que permanecem de pé, exibem uma monumentalidade que o tempo ainda não apagou
Moinhos britadores da Moitinha. Mina de São Domingos. Mértola. 2014





domingo, 1 de junho de 2014

Fornos altos

[Pomarão-Mina de São Domingos 13] Os fornos altos são as construções, diretamente relacionadas com a atividade mineira que, neste momento, se encontram mais intactas. Impressionam pela sua estrutura em betão. São os edifícios mais a sul do complexo mineiro e são também os mais recentes, datados já de uma fase em que a mina entrava em declínio
Fornos altos. Mina de São Domingos. Mértola. 2014