quinta-feira, 11 de julho de 2013

Paisagem íntima

Biblioteca Nacional de Portugal. Lisboa. 2009
[a torre 07] Esta é uma narrativa e o retrato de uma experiência humana, de construção do seu próprio espaço, da sua paisagem íntima. A Biblioteca é uma representação, e um microcosmos, da própria cidade.
Biblioteca Nacional de Portugal. Lisboa. 2010

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Antever

Biblioteca Nacional de Portugal. Lisboa. 2009
[a torre 06] No final da obra, o passado, a antiga torre, é uma memória que apenas permanecerá em fotografias. O novo edifício ganha o desenho de uma muralha maior. É uma torre longilínea de uma singular expressão. Quando observado do exterior poderá fazer lembrar uma torre medieval, com as suas seteiras e a sua aparência de estrutura militar defensiva. Poucos imaginarão uma sucessão continua e ritmada de estantes, de comboios de livros, como são referidas na gíria dos funcionários da Biblioteca, designação que viria a ser adotada para título da obra que antecedeu esta (Comboios de Livros). De qualquer forma é curioso como esta nova construção, no contexto do que já existia, acaba por ser uma obra discreta, quase passando despercebida a quem já conhecia o local.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Armaduras

Biblioteca Nacional de Portugal. Lisboa. 2009
[a torre 05] As armaduras das fundações são as grandes caixas de ferro que vão constituir as fundações do edifício e a partir das quais vão ser erguidos os pilares. Após a conclusão da estrutura interna, de ferro, estes elementos vão ser cofrados e enchidos de betão. Ferros soltos a apontar o céu, serão uma das imagens mais marcantes da linha de topo antes de chegar ao definitivo terraço do edifício. Há nesta fase sempre um bulício grande de movimento de operários com as mais diversas funções. O edifício vai crescendo a um ritmo acelerado, aquele limite que é permitido pelos tempos de endurecimento do betão. Sub os pisos recém betonados está a sala hipóstila de estreitas escoras de ferro que sustentam a laje recém betonada que lhe está por cima.
Biblioteca Nacional de Portugal. Lisboa. 2009
Biblioteca Nacional de Portugal. Lisboa. 2009

segunda-feira, 8 de julho de 2013

A sala hipóstila

Biblioteca Nacional de Portugal. Lisboa. 2009
[a torre 04] É no interior da obra que se desenha o labirinto. A princípio, sobre enormes sapatas pousadas sobre o solo húmido, começam a ser erguidos os largos pilares que são a estrutura portante de todo o edifício, são o seu esqueleto. Depois será erguida uma primeira laje horizontal, que define um segundo pavimento, do piso superior. Fica, então criada a primeira zona de sombra da nova construção. É uma sala hipóstila que, em obra, composta por centenas de pequenos pilares metálicos onde mal cabe um operário da obra. A água cai da laje que acabara de ser betonada. O ambiente é agora de acentuada escuridão, apenas existindo, neste piso inferior, algumas pouco significativas enterradas de luz. Todo este primeiro espaço está envolto por paredes cegas que contactam com o solo, que sustentam a pressão da terra. Este piso, imediatamente acima do solo, será um piso técnico que vai receber os postos de transformação bem como uma serie de maquinas de tratamento de ar. Sobre este piso irá ser instalada a caixa forte de Biblioteca, onde serão depositadas as obras mais raras e de maior valor de todas as coleções existentes no edifício. Estes dois pisos estão enterrados. Acima de ambos ficará localizada a nova sala de leitura, que, com a primitiva sala de leitura, partilhará a linha de comunicação vertical de acesso à torre de depósitos. A primitiva sala manterá, no futuro, as atuais funções, a nova sala vai centralizar a consulta de obras de outras coleções que anteriormente se encontravam dispersas por vários espaços sem ligação entre si, como sejam a Iconografia, a Cartografia, ou a Música, entre outros.
Biblioteca Nacional de Portugal. Lisboa. 2009

sábado, 6 de julho de 2013

Descofragem

Biblioteca Nacional de Portugal. Lisboa. 2007
[a torre 03] No decurso da recolha fotográfica que estava a ser efetuada desde 2007, que viria a culminar com a edição e exposição de Comboios de Livros, encontravam-se expostas num corredor, um conjunto de fotografias, em grande formato, de Horácio Novais. Eram tomadas de vista da construção da Biblioteca, feitas no início da década de 1970. O que se podia observar era a descofragem da estrutura em betão dos vários espaços da Biblioteca, nomeadamente da sala de leitura e dos corredores da torre de depósitos. Este projeto, A Torre, é um regresso à fabricação da Biblioteca, à ampliação da torre de depósitos e à construção de novos espaços, enquadrados no desenvolvimento do próprio princípio do que pode ser uma biblioteca nacional e a preservação das suas coleções. Edifica-se uma estrutura que alberga e torna acessível o maior e mais diversificado conjunto bilbliográfico do país. São disponibilizadas as suas coleções para enfrentar o futuro e relacionar o mundo do livro impresso, em papel, e os novos suportes materializados pelas tecnologias digitais.
Biblioteca Nacional de Portugal. Lisboa. 2007

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Acompanhar

Biblioteca Nacional de Portugal. Lisboa. 2009
[a torre 02] Acompanhar a evolução da obra de Ampliação da Torre de Depósitos, da Biblioteca Nacional de Portugal, é como acompanhar a evolução de um organismo vivo, desde o nascimento até à idade adulta. Estas fotografias, uma seleção relativamente reduzida de todo o conjunto feito ao longo de três anos, dão-nos conta e acesso a esse imaginário que já não nos é mais acessível. Está aqui plasmada a dimensão temporal das construções e do ritmo da atual edificação da cidades humanas.
Biblioteca Nacional de Portugal. Lisboa. 2009

quinta-feira, 4 de julho de 2013

A Torre

A Torre, edição Documenta. 2013
[a torre 01] A Torre é um livro e uma leitura da evolução da obra de ampliação da Torre de Depósitos da Biblioteca Nacional de Portugal desde o momento em que foi escavado no solo o grande buraco onde foram assentes as fundações do edifício, até à conclusão da obra. O livro, como uma narrativa paralela à grande obra de betão, é estruturado por sete textos, de Maria Inês Cordeiro, que constituem uma reflexão sobre o espaço, sobre o tempo, sobre a existência de uma grande biblioteca que é entendida como um organismo vivo que habita uma cidade, que está no coração de uma cultura e de uma língua.